HISTÓRIA:
O significado da bruxaria: um profundo amor ao próximo, pois,
segundo as bruxas,
todos fazemos parte de uma mesma energia. "Não permitirás que
uma bruxa viva" diz o Êxodos (XXII, 18). Esta e outras admoestações
bíblicas definiram as bruxas e prescreveram o seu destino. Uma
bruxa ou feiticeiro é alguém em ligação com Satanás, o Mal em
pessoa, o espirito que se rebelou contra Deus.
Hoje é retratada como uma velha num vestido preto, com um chapéu
pontiagudo e montando uma vassoura à Lua Cheia. As crianças vestem-se
assim no Carnaval ou no Halloween, para pena de alguns pios cristãos.
Hollywood, por outro lado, conjurou imagens de mulheres bonitas
com poderes paranormais ocultos e um instinto psicótico. "Pagãos"
ou religiões anti-cristãs da Nova Era, são muitas vezes identificadas
com bruxas e feiticeiros porque alguns cristãos pensam que praticam
bruxarias ou porque algumas dessas religiões afirmam praticar
mágicas ou "o trabalho". Alguns dos membros destes grupos referem-se
a si mesmos como bruxas e warlocks (bruxas machos). Alguns auto-intitulam-se
feiticeiros e adoradores de Satanás.
Muitos dos bruxos e feiticeiros da Nova Era não adoram Satanás,
e são associados com o oculto ou com tentativas de restabelecer
religiões naturais que os seus membros associam a religiões antigas
pagãs, como a céltica. Uma das mais espalhadas é a Wicca. As bruxas
da mitologia cristã eram conhecidas por terem sexo com Satanás
e usar os seus poderes para fazer o mal
Os poderes dos inquisidores eram tão grandes, as suas torturas
tão variadas e sádicas, que as vitimas acreditavam que estavam
realmente possessas.
As crueldades duraram séculos. A caça às bruxas só foi abolida
em Inglaterra em
1682. A caça nos EUA teve o seu pico em 1692, em Salem, Massachusetts,
onde dezenove bruxas foram enforcadas. A ultima execução judicial
teve lugar na Polônia 1793. A ultima tentativa de execução teve
lugar na Irlanda em 1900 quando dois camponeses tentaram queimar
uma bruxa na sua lareira.
Ninguém sabe quantas bruxas, heréticos ou feiticeiros foram torturados
ou queimados pela Inquisição, mas o medo que criou afetou toda
a Cristandade. Ser acusado de ser uma bruxa era igual a ser condenado.
Negá-lo era provar a sua culpa: claro que uma bruxa dirá que não
o é, e que não acredita em bruxarias. Lancem-na ao rio! Se afogar
então não é uma bruxa; se nadar, então saberemos que é bruxa e
que o Diabo a ajuda. Tirem-na da água e queimem-na, pois a Igreja
não gosta de verter sangue! Na verdade, a Igreja criou um reino
de terror superior em muitos aspectos aos de Stalin ou Hitler.
A
BRUXARIA ATUALMENTE:
Atualmente, ser uma bruxa continua sendo sinônimo de ser uma
pessoa adoradora de Satã, de uma pessoa primitiva, perturbada
e louca. E isso foge da realidade. Uma bruxa, é uma pessoa em
sintonia com a Natureza, que entende de ervas, plantas, que
gosta dos animais, que procura não prejudicar as pessoas nem
a si mesma. Hoje em dia, as pessoas procuram na bruxaria uma
forma de se sentirem poderosas, temidas. Esse mito foi criado
na época de Inquisição, e é estranho como a maioria das pessoas
continuam a acreditar que bruxas matam crianças, que tem relações
com o diabo, entre outras baboseiras do gênero...
WICCA:
Wicca , é um sinônimo para Bruxaria. Ou seja, Wicca é uma religião
suave e voltada à Terra, dedicada à Deusa e ao Deus. Seus praticantes
são chamados de wiccans, ou bruxas. Pagão também é utilizado.
BRUXARIA
X SATANISMO
Um apresentador norte-americano produziu um programa sobre Satanismo
para uma rede de televisão em horário nobre. No programa de estréia,
ele conseguiu passar a hora inteira sem mencionar a Feitiçaria.
Porém, o programa terminou com uma lista de coisas a que os pais
deviam estar atentos se não quisessem que seus filhos se envolvessem
com cultos satânicos. E adivinhem o que constava da lista? Feitiçaria!
Há
muita confusão acerca do que é realmente perigoso. Os departamentos
policiais de todo os E.U.A. têm diretrizes para o que chamam
crimes "ocultistas". Trata-se dos crimes que parecem ser cometidos
por indivíduos ou grupos que estão envolvidos em várias práticas
sadísticas e cruéis, incluindo freqüentemente tortura e morte
rituais, quase sempre de animais, e por vezes, de seres humanos.
É importante para os departamentos policiais e para o FBI capturar
esses criminosos e impedir futuras atrocidades. Mas eles, como
tantos outros em nossa sociedade, confundem a evidência.
Bruxas
têm colaborado com agentes do FBI para ajudar a investigar crimes
bizarros. Laurie Cabot, conceituada como a "feiticeira oficial
de Salem", onde vive, recebe telefonemas de departamentos policiais
de vários pontos do país para
aconselhá-los em suas investigações a fim de capturar delinqüentes
psicóticos que usam os ornamentos e acessórios da religião em
seus crimes. Qualquer doido pode praticar vandalismos em igrejas
e sinagogas, e usar objetos sacros num crime. Os verdadeiros
satanistas escarnecem dos símbolos da feitiçaria, como o pentáculo,
tal como tripudiam do crucifixo. Qualquer sádico pode cometer
homicídio, estupro, mutilar uma vítima, e depois declarar-se
Bruxo ou satanista.
Não
é difícil, realmente distinguir a Feitiçaria do Satanismo:
»
As bruxas usam o pentáculo com a ponta pra cima. Os satanistas
invertem-no com a ponta pra baixo, tal como invertem o crucifixo.
»
As bruxas nunca usam um crucifixo para qualquer fim, seja na
posição correta ou invertido.
»
Nunca usamos o número 666.
»
Não sacrificamos animais para qualquer fim.
»
Jamais fazemos às avessas nada que esteja ligado a fé cristã.
Especificamente, não dizemos o Pai-Nosso de trás pra frente.
»
Não celebramos Missas negras ou qualquer outra cor de missa.
»
Não usamos artefatos cristão e, portanto, não precisamos arrombar
igrejas cristãs para roubá-los.
»
Não usamos crianças em nossos rituais. Quando nossos filhos
participam em cerimônias da Arte, fazem-no nos mesmos termos
dos adultos.
»
Não causamos dano físico a quem quer que seja, nem projetamos
danos em outros.
»
Não recrutamos ou fazemos proselitismo (para quem não sabe,
é o termo utilizado quando uma pessoa abraça uma religião diferente
da sua). Portanto, não convencemos ninguém a mudar de religião
e tornar-se pagão).
É
difícil esclarecer completamente a situação. A Liga das Bruxas
para a Conscientização Pública (Witche's League for Public Awareness,
nome original da Liga fundada em Salem por Laurie Cabot) expede
milhares de folhetos e cartas explicando a Feitiçaria a empresas,
escolas, grupos religiosos e agências da lei em todo o mundo.
Um de seus mais recentes projetos é convencer os editores dos
principais dicionários e enciclopédias a reescreverem seus verbetes
com definições de Bruxas e de Feitiçaria de modo que reflitam
a verdade a nosso respeito e ponham de lado expressões como
"velhas megeras" e "pactos com o diabo". "Gostaríamos - diz
ela - que dissessem que a Feitiçaria é uma arte e uma ciência
que todos os povos e culturas praticaram de um modo ou de outro.
Gostaríamos que as nossas raízes nas religiões naturais européias
pré-cristãs fossem seriamente consideradas e discutidas com
respeito. Gostaríamos que as definições parassem de nos considerar
sinônimos do Mal".
"Também
estamos tentando aconselhar os produtores das telenovelas, que
são assistidas diariamente por milhões de pessoas, a deixarem
de referir-se a mulheres perversas e intriguistas como 'bruxas'.
Os roteiristas usam a palavra no sentido de Kraemer e Sprenger
de 'mulher ruim'. Tais expressões são totalmente desnecessárias
e depreciam Bruxas e mulheres. Também é difícil explicar aos
nosso filhos por que os personagens na televisão usam uma palavra
que se refere às suas mães para designar mulheres tão perversas
e de tão condenável conduta" - Laurie Cabot completa. Sabemos
que no Brasil as coisas também funcionam dessa forma. Principalmente
em novelas infantis, onde sempre há uma "governanta" ou "madrasta"
ruim que as crianças chamam de "bruxa". Recentemente, uma novela
foi exibida na Rede Manchete de Televisão, chamada Brida e inspirada
na obra de Paulo Coelho, cuja personagem principal dizia-se
bruxa e, em um dos capítulos, realizou um ritual de macumba
ou candomblé para "enfeitiçar" um homem. Se procurarmos o verbete
"macumba", no dicionário Aurélio, encontraremos, dentre as descrições,
a palavra "bruxaria".
Bruxa.
[De uma base pré-romana *brouxa]. S. f. 1. Mulher que faz bruxarias;
feiticeira, maga, mágica; As bruxas eram perseguidas e castigadas
pela Inquisição. 2. P. ext. Mulher feia e/ou rabugenta; bruaca,
canhão, carcaça, coruja, cuca, jabiraca, medusa, megera muxiba,
seresma, serpe, serpente, urucaca, xaveco. 3. Bras. Boneca de
pano. 4. Pavio de lamparina. 5. Bras. Mariposa (1). 6. Bras.,
BA. Pop. Tipo de borboleta preta.
Bruxaria.
S. f. 1. Ação maléfica atribuída a bruxos ou magos; magia negra.
2. Acontecimento que, a falta de explicação, se atribui supersticiosamente
a artes diabólicas ou a espíritos sobrenaturais. [Sin. (bras.
na maioria), nestas acepç: bagata, bozó, bruxedo, caborje, carochas,
coisa-feita, despacho, feitiçaria, feitiço, fungu macumba, malfeito,
mandinga, mandraca, mandraquice, mocô ou mocó, mundrunga, pajelança,
sacaca, salgação, sortilégio, trabalho.] 3. P. ext. V. magia
(1).
Magia.
[Do gr. mageía, pelo lat. magia] S. f. 1. Arte ou ciência oculta
com que se pretende produzir, por meio de certos atos e palavras,
e por interferência de espíritos, gênios e demônios, efeitos
e fenômenos extraordinários, contrários às leis naturais; mágica,
bruxaria. 2. Religião ou doutrina dos magos. 3. Fig. Magnetismo,
fascinação, encanto, mágica. 4. Sociol. Instituição baseada
na crença da força sobrenatural, regulada pela tradição, e constituída
de práticas, ritos e cerimônias em que se apela para as forças
ocultas e se procura alcançar o domínio do homem sobre a natureza.
Magia branca. Umbanda. Magia imitativa. Aquela em que se imita
a causa desejada. Magia negra. Magia (1) praticada com maus
propósitos; bruxaria, necromancia, nigromancia. Magia simpática.
Aquela em que se pretende ter ação sobre pessoa ou objeto distante,
dos quais se possui uma parte.
E
a lista continuaria se estendendo se eu procurasse todos os
termos dos quais o dicionário faz referência erroneamente quando
trata de Bruxaria.
Os
verbetes foram retirados do "Novo dicionário da língua portuguesa",
de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 1a edição, 6a impressão,
Editora Nova Fronteira.
BRUXARIA
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